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Acrítica.com// Manaus, 21 de Junho de 2012// CAROLINA SILVA
Trabalhadores e Secretaria de Estado da Cultura (SEC), que administra a praça Heliodoro Balbi (praça da Polícia), onde atualmente funciona o terminal improvisado, reclamam que não houve diálogo antes da decisão anunciada.
A decisão da Prefeitura de Manaus de acabar com o terminal de ônibus da Matriz, transferir artesãos da praça Tenreiro Aranha (ao lado do antigo hotel Amazonas) para o local, e na praça alocar camelôs, gerou um impasse entre os trabalhadores e uma briga institucional com a Secretaria de Estado da Cultura (SEC), que administra a praça Heliodoro Balbi (praça da Polícia), onde atualmente funciona o terminal improvisado.
Todos reclamam que não houve diálogo antes da decisão anunciada nesta quarta-feira (20) pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb). A Associação dos Artesãos declarou que não aceita a transferência para que mais de 1 mil camelôs sejam realocados na Tenreiro Aranha.
O projeto prevê a interdição definitiva do terminal da Matriz a partir desta quinta (21). Com isso, o presidente do Implurb, Manoel Ribeiro, disse que novos boxes serão construídos no local para o deslocamento dos 48 artesãos e os mais de 1 mil camelôs que hoje atuam nas avenidas 7 de Setembro e Eduardo Ribeiro serão realocados na Tenreiro Aranha. Enquanto não se define a situação dos ônibus, eles continuarão usando a praça Heliodoro Balbi como terminal, situação que irrita o secretário de Estado de Cultura, Robério Braga.
“Não temos condições de manter um dos poucos lugares públicos limpos e seguros com um terminal funcionando ali. Me prometeram que não iam colocar paradas ali, colocaram e hoje a situação piorou”, reclamou.
O presidente do Sindicato do Vendedores Ambulantes de Manaus, Raimundo Sena, disse que os camelôs começarão a ser comunicados sobre as novas mudanças nos próximos dias e vão avaliar a situação. “Há muito tempo estávamos tentando retirá-los das calçadas pra garantir melhorias a eles e ao Centro”, disse.
Promessas da prefeitura
A Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) deve entregar ao prefeito Amazonino Mendes, em 15 dias, os estudos para a redistribuição das 129 linhas de ônibus convencionais e dos 260 micro-ônibus do sistema executivo que circulam no Centro de Manaus.
O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) pretende entregar o projeto do novo sistema de tráfego de veículos na área central no prazo de até 30 dias
De acordo com o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) as mudanças previstas no projeto de revitalização do Centro de Manaus devem ser finalizadas em até 150 dias.
O Sindicato dos Camelôs informou que também aguarda a decisão do Ministério Público Federal (MPF) e do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para que os demais comerciantes sejam realocados para dois galpões ao lado do shopping popular que estava sendo construído no Porto de Manaus.
130 mil carros circulam no Centro de Manaus todos os dias, segundo dados do Instituto Municipal de Trânsito (Manaustrans)
190 mil Usuários do transporte coletivo convencional e executivo circulavam diariamente no terminal central na Matriz