Os veículos da Vega Manaus Transporte de Passageiros ficaram parados
dentro da garagem da empresa, localizada na Avenida do Turismo, zona oeste de
Manaus.

Manaus - Cerca
de 200 funcionários entre motoristas e cobradores da empresa de ônibus Vega
Manaus Transporte de Passageiros Ltda paralisaram 60% da frota, equivalente a
100 veículos, no início da manhã desta quarta (4). Os veículos ficaram parados
dentro da garagem da empresa, localizada na Avenida do Turismo, no Tarumã, zona
oeste de Manaus.
De acordo com o secretário da CUT,
Givancir Oliveira, os 40% dos ônibus que estão circulando serão suspensos,
ficando assim 100% da frota paralisada novamente. A próxima medida a ser
tomada, de acordo com Oliveira, é mediar a denúncia formalmente no Ministério
Público Estadual (MPE) para que providências junto ao orgão sejam
tomadas.
Os ônibus que deixaram de circular na
manhã desta quarta e que serão suspensos 100% são as linhas 427, 409, 407, 007,
009, 611, 612, 613, 614, 623, 001, 608 e 601.
Acusações
dos trabalhadoresOs trabalhadores alegam que a empresa
não paga horas extras e não fornece planos de saúde.
O motorista André Almeida, acusa a
empresa Vegas também por assédio moral. Segundo o motorista, ele é obrigado a
cumprir uma hora a mais todos os dias, além do horário estabelecido pela
empresa. "Eles obrigam a gente a chegar cedo e sair da garagem aqui no
Tarumã para chegar no Japiim em 10 minutos. Fazemos esse trajeto em 30 minutos
e perdemos nosso horário de almoço ou lanche", declarou.
Para Givanir a empresa não está
respeitando os direitos dos trabalhadores e a paralização deve prosseguir até
que haja uma negociação por parte dos empresários responsáveis pela
empresa de transporte coletivo com os trabalhadores. "Já mandamos recolher
os 40% que estão rodando pelas ruas de Manaus porque o empresário
responsável pela Vegas não cumpriu com o prometido e não quer mais negociar",
afirmou.
Dono da
empresa alega irregularidades em paralisaçãoO diretor da Vega Manaus Transporte de
Passageiros Ltda, Marco Aurélio, negou todas as acusações e afirmou que a
paralisação pegou de surpresa os gerentes da empresa, pois, segundo ele, não foi
avisado que os funcionários cruzariam os braços nesta quarta (4).
Ele ainda afirma que possíveis
conotações políticas tenham implicado na manifestação dos funcionários da
empresa."Entendo isso como uma questão política para que ganhem
notoriedade dentro da classe dos motoristas e cobradores. Existe até uma
eleição da classe dos motoristas para o dia 16 de abril".
Marco Aurélio ainda afirmou que espera que 100% da frota esteja nas ruas
a partir de 12hrs desta quarta.
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